Novo pedido envolve suspeita de tráfico de influência no governo federal e ainda aguarda decisão do Supremo
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo pedido tem como foco uma suspeita de tráfico de influência no governo federal para beneficiar empresas ligadas ao empresário.
A solicitação ainda não representa a abertura oficial da investigação. O pedido deverá ser analisado pelo STF e, até a tarde desta segunda-feira, 3 de agosto, ainda não havia uma definição pública sobre o ministro responsável pela relatoria do caso.
Na semana passada, o ministro André Mendonça autorizou outros dois inquéritos solicitados pela Polícia Federal envolvendo Lulinha. O primeiro investiga uma possível atuação em negociações relacionadas à comercialização de produtos medicinais à base de cannabis junto ao Ministério da Saúde.
A apuração envolve o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A suspeita é de que Lulinha tenha atuado para facilitar contatos e negociações dentro do governo federal. O Ministério da Saúde informou que não possui contratos com as empresas citadas.
O segundo inquérito apura se o filho do presidente teria agido para beneficiar um empresário interessado em negociar contratos com a Dataprev e outros órgãos públicos. A estatal afirmou não possuir contrato com a empresa mencionada e declarou que colaborará com as autoridades caso seja formalmente procurada.
A defesa de Fábio Luís nega irregularidades e classifica as novas apurações como uma tentativa de “pesca probatória”. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que pretende pedir explicações ao Ministério da Justiça sobre a condução das investigações.
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