Ferramenta apresenta três estágios de agressão e busca facilitar o reconhecimento precoce de comportamentos abusivos
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) lançou nesta sexta-feira (7) o Violentômetro Jurídico, ferramenta criada para ajudar mulheres a reconhecer diferentes níveis de violência e identificar sinais de abuso antes que as agressões se agravem.
O material organiza as situações em três estágios: “Fique Atenta”, “Proteja-se” e “Fuja”. Entre os primeiros sinais estão humilhação pública, controle sobre roupas e redes sociais, além de outras formas de violência psicológica e moral. Em níveis mais avançados aparecem violência patrimonial, chantagem emocional ou sexual e, no estágio mais grave, agressões físicas, abuso sexual, ameaças com armas e tentativa de homicídio.
A iniciativa foi apresentada durante um seminário que marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha. Conforme a diretora de Mulheres da OAB-DF, Nildete Santana de Oliveira, o objetivo é mostrar de forma didática que a violência pode começar muito antes da agressão física, permitindo que a vítima reconheça comportamentos abusivos e procure proteção.
Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025
Dados apresentados durante o evento apontam que o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2015. No Distrito Federal, foram contabilizados 29 casos.
Representantes da OAB também destacaram que, mesmo após duas décadas da Lei Maria da Penha, os números de violência contra as mulheres continuam elevados e reforçam a necessidade de educação, informação e fortalecimento das redes de atendimento e proteção.
Com informações da Agência Brasil.



