Entre outubro e novembro, o El Ninõ tem 69% de probabilidade de ser o mais intenso desde 1950
Super El Niño pode ganhar força até o fim de 2026 e acende alerta para o Sul do Brasil
A possibilidade de um El Niño de forte intensidade entre outubro e dezembro de 2026 aumenta a atenção para os possíveis impactos do fenômeno no clima mundial e, principalmente, no Sul do Brasil.
Projeções divulgadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam para um fortalecimento do El Niño ao longo dos próximos meses. O fenômeno ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média, provocando alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em diferentes partes do planeta.
As previsões indicam que o aquecimento das águas deve continuar até o final de 2026, com possibilidade de efeitos persistirem durante 2027. Em episódios de maior intensidade, o fenômeno costuma provocar impactos mais expressivos e prolongados.
No Brasil, os efeitos do El Niño variam de acordo com cada região. Enquanto áreas do Norte e Nordeste podem enfrentar períodos mais secos e temperaturas elevadas, a Região Sul costuma registrar maior frequência de chuvas, tempestades e períodos prolongados de instabilidade.
Atenção para o Rio Grande do Sul
Para o Rio Grande do Sul, a possibilidade de um El Niño forte exige acompanhamento constante. O fenômeno pode favorecer episódios de chuva acima da média, especialmente durante a primavera e o verão.
Isso não significa, porém, que enchentes ou eventos extremos necessariamente ocorrerão. A quantidade e a distribuição das chuvas dependem de diversos fatores atmosféricos, que precisam ser avaliados conforme a aproximação de cada período.
No Vale do Taquari, região que já enfrentou eventos severos relacionados ao excesso de chuva nos últimos anos, o cenário reforça a importância do monitoramento dos rios, das previsões meteorológicas e dos alertas emitidos pelos órgãos oficiais.
Especialistas também acompanham a evolução das temperaturas do Oceano Pacífico, considerada uma das principais referências para avaliar a intensidade do fenômeno.
O Acontece no Vale seguirá monitorando as atualizações sobre o El Niño e os possíveis reflexos para o Rio Grande do Sul e o Vale do Taquari.



