Defesa Civil prevê tempestades severas, rajadas acima de 90 km/h e volumes que podem superar 250 milímetros em 48 horas; Metsul indica dois episódios de instabilidade até domingo, 2 de agosto
Vale do Taquari – O Vale do Taquari entra em uma nova sequência de instabilidade com risco de chuva intensa, tempestades severas, rajadas de vento e queda de granizo. O cenário começa a se intensificar nesta segunda-feira, 27, mas exige atenção especial entre terça-feira, 28, e quarta-feira, 29, quando os maiores volumes são esperados na região. Uma segunda rodada de chuva forte está prevista para o próximo fim de semana.
Conforme o Aviso Hidrometeorológico nº 11 da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, algumas localidades gaúchas podem registrar mais de 100 milímetros em apenas 12 horas e superar 200 milímetros no intervalo de 48 horas. As tempestades ainda podem provocar granizo de grande porte, rajadas superiores a 90 quilômetros por hora e, de forma localizada, fenômenos meteorológicos mais severos. A região dos Vales está entre as áreas que devem permanecer sob atenção durante o avanço das instabilidades. O total acumulado até o domingo, 2, deve chegar a 50 milímetros.
Já a MetSul Meteorologia projeta dois episódios de chuva volumosa entre o fim de julho e o começo de agosto. O primeiro segue até quarta-feira, com chuva forte a intensa e elevados acumulados em curto período. Após uma trégua entre quinta-feira, 30, e parte da sexta-feira, 31, a instabilidade deve retornar e ganhar força no sábado, 1º de agosto, e no domingo, 2.
Os modelos analisados pela MetSul indicam acumulados entre 100 e 200 milímetros em sete dias em diferentes áreas do Rio Grande do Sul, com pontos que podem superar 200 milímetros. Embora o maior risco esteja concentrado inicialmente nas regiões Oeste, Centro e Sul, as projeções mostram que a faixa de chuva volumosa pode alcançar a Região Metropolitana, os Vales e parte do Litoral Norte. Os volumes exatos ainda podem mudar conforme a posição e a intensidade dos sistemas.
No Vale do Taquari, a preocupação não se limita à quantidade total de chuva. Pancadas intensas em pouco tempo podem provocar alagamentos urbanos, enxurradas, extravasamento de arroios e elevação rápida de cursos d’água menores. A condição dos rios também deve ser acompanhada, principalmente porque as bacias permanecem sensíveis após os volumes registrados nos últimos dias.
A orientação é acompanhar diariamente os boletins meteorológicos e os canais oficiais das Defesas Civis municipais e estadual. Durante tempestades, a população deve evitar áreas alagadas, não atravessar vias cobertas pela água, manter distância de árvores, placas e estruturas metálicas e respeitar eventuais bloqueios ou orientações de evacuação. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros Militar pode ser acionado pelo telefone 193.

